Eu quero mais cabelos ao vento do que escova
Eu quero usar menos salto alto
Eu quero mais encontros românticos do que reuniões de trabalho
Eu quero comer doces sem sentir culpa
Eu quero esquecer os 3kgs que preciso perder
Eu quero mais abraços
Eu quero conhecer pessoas muito diferentes para entender pontos de vista que eu jamais visitei
Eu quero fazer novos amigos
Eu quero escrever cartões aos meus amigos dizendo o quanto eles são fundamentais na minha vida
Eu quero poder viajar kilômetros, só para matar a saudade de alguém
Eu quero não me preocupar com a hora que vou levantar
Eu quero me decepcionar menos com atitudes pequenas
Eu quero me surpreender
Eu quero fugir do trabalho às quatro da tarde só para ver o sol de pôr
Eu quero escrever longas cartas de amor
Eu quero ver mais lágrimas de emoção nos olhos das pessoas
Eu quero receber declarações de amor inesperadas
Eu quero perder todos os meus medos
Eu quero você
Eu quero mudar de opinião 300 vezes se for preciso
Eu quero ignorar quando alguém me disser que não concordou com a minha decisão
Eu quero rir mais de mim
Eu quero
quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Inspiração
Todos os dias algo nos toma por alguns segundos
São cenas que roubam a atenção
Pequenas poesias que nos capturam
São fotos cheias de verdade
O abraço de um amigo quando você está com medo
Um filme que nos comove
Aquele olhar de apoio quando mais precisamos
Um texto tão repleto de emoção que mal podemos respirar
Um gesto de carinho no meio da noite
A frase dita na hora certa
A todo momento, algo nos entusiasma a recomeçar, a desistir, a continuar
Não dá para ignorar aquilo que nos arrebata
São cenas que roubam a atenção
Pequenas poesias que nos capturam
São fotos cheias de verdade
O abraço de um amigo quando você está com medo
Um filme que nos comove
Aquele olhar de apoio quando mais precisamos
Um texto tão repleto de emoção que mal podemos respirar
Um gesto de carinho no meio da noite
A frase dita na hora certa
A todo momento, algo nos entusiasma a recomeçar, a desistir, a continuar
Não dá para ignorar aquilo que nos arrebata
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O tempo certo
A felicidade chega quando enfim percebemos que o tempo certo é aquele no qual as coisas acontecem
Uma maçã não amadurece mais rápido porque estamos com fome
Ansiedade é algo que nos mantém em alerta
É uma total incapacidade de relaxar
Uma angústia que se instala porque algo não acontece
São pensamentos que vagam sem nada revelar
Inquietude
Quem nunca ouviu os ecos do nada circulando seu quarto?
São ondas que reviram, mas não levam para lugar algum
Cansaço
Vontade de paralisar, mas tudo o que passa nos desloca
São náuseas que vêm e vão sem nada retirar de dentro de nós
É sacudir sem sair do chão.
É deixar tudo revirado, embrulhado, embaraçado
São minutos que passam no relógio
É o momento onde nada se encaixa
Abandonar a ansiedade é se entregar
É conectar-se com a vida
É confiar nela
É deixar as coisas acontecerem mesmo que sejam pelos caminhos mais longos
É se reinventar a cada minuto
Buscar graça no presente
Ser mais leve
Levar a vida menos a sério
Significa esvaziar a mente de interpretações
Trata-se de sentir mais
Criar menos expectativa
Buscar novos destinos, ainda que eles sejam assustadores
Enfrentá-los
É desembarcar em outra estação
Permitir-se ser surpreendido
Dar espaço
Acreditar
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Perspectiva
Estamos o tempo todo tentando compreender o que está à nossa volta.
A gente busca interpretar, analisar, imaginar.
Deciframos as ações e as reações, as atitudes, a iniciativa e a falta dela, a presença e a ausência, o dito e até o que não foi dito.
Mas, sempre estaremos avaliando sob o nosso ponto vista.
Qualquer análise é feita do lugar onde estamos.
E se formos deveras analítico e profundo, enxergaremos por diversos ângulos.
Mas, qual deles é o correto?
Qual percepção nos dará a melhor resposta?
Como ver aquela que não deixa dúvida ou mal entendido?
Não adianta buscar as respostas, novos ângulos e outras alternativas porque toda perspectiva é correta.
Sempre existe mais de uma verdade.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Acaso
O que é o acaso?
Recorro ao dicionário.
Algo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente.
Seria mesmo a vida um conjunto de coincidências que se apresentam para montar a nossa história?
Nossa vida não é verdadeiramente especial a ponto de existir uma razão para tudo o que ocorre?
Quem é de fato o roteirista do nosso enredo? Deus? Nós mesmos? O acaso? Um pouco de cada um deles?
Há quem acredite que coincidências não existem, que tudo está definido, traçado, escrito.
Outros afirmam ainda que ver uma razão em tudo é um pensamento romântico, idealizado.
Existe quem crê que tudo o que acontece é resultado daquilo que fazemos, que tudo só depende de nós.
Como explicar alguns momentos mágicos?
Você está pensando numa pessoa e o telefone toca naquele exato instante.
Ou, vai almoçar no centro da cidade em um lugar escondido e encontra um amigo de infância que não vê há 20 anos.
Pode ainda estar totalmente sem esperança porque alguém que você ama muito ficou doente e quando começa a contar o caso para sua amiga, alguém ouve a conversa e se apresenta como um médico especialista no assunto se oferecendo para fazer uma avaliação.
Você apresenta um namorado novo para a sua família e descobre que ele e seu irmão fizeram faculdade juntos. Como é que nunca se encontraram?
Que tal ter um amigo próximo há anos e num belo dia se olharem de maneira diferente e se apaixonarem? Você não consegue entender porque nunca pensaram nisso antes, afinal vocês combinam em tudo.
Qual deve ser a química dessas coisas?
É tão bom quando elas acontecem que me parece irrelevante entendê-las.
Sentí-las e vivê-las já me são suficientes.
Recorro ao dicionário.
Algo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente.
Seria mesmo a vida um conjunto de coincidências que se apresentam para montar a nossa história?
Nossa vida não é verdadeiramente especial a ponto de existir uma razão para tudo o que ocorre?
Quem é de fato o roteirista do nosso enredo? Deus? Nós mesmos? O acaso? Um pouco de cada um deles?
Há quem acredite que coincidências não existem, que tudo está definido, traçado, escrito.
Outros afirmam ainda que ver uma razão em tudo é um pensamento romântico, idealizado.
Existe quem crê que tudo o que acontece é resultado daquilo que fazemos, que tudo só depende de nós.
Como explicar alguns momentos mágicos?
Você está pensando numa pessoa e o telefone toca naquele exato instante.
Ou, vai almoçar no centro da cidade em um lugar escondido e encontra um amigo de infância que não vê há 20 anos.
Pode ainda estar totalmente sem esperança porque alguém que você ama muito ficou doente e quando começa a contar o caso para sua amiga, alguém ouve a conversa e se apresenta como um médico especialista no assunto se oferecendo para fazer uma avaliação.
Você apresenta um namorado novo para a sua família e descobre que ele e seu irmão fizeram faculdade juntos. Como é que nunca se encontraram?
Que tal ter um amigo próximo há anos e num belo dia se olharem de maneira diferente e se apaixonarem? Você não consegue entender porque nunca pensaram nisso antes, afinal vocês combinam em tudo.
Qual deve ser a química dessas coisas?
É tão bom quando elas acontecem que me parece irrelevante entendê-las.
Sentí-las e vivê-las já me são suficientes.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Padrões
Por que repetimos o mesmo filme diversas vezes?
Que estranha mania de cometer os mesmos erros!
De que adianta conhecer as falhas se na hora H acabamos fazendo tudo da mesma forma?
Os padrões são movimentos involuntários que nos escravizam
Eles têm vontade própria
Possuem uma força avassaladoramente maior que a nossa
São ágeis
Conseguem se estabelecer
A gente foge, corre, escapa
No primeiro momento de descanso, ele nos alcança
Nos persegue, cola, gruda, enrijece
Domina a cena
Invade o espaço
Ocupa
Observo, ignoro, persigo, luto
E ele continua aqui
Se atenua, depois retorna.
Ignoro
Ele parte em disparada
Me despeço
Agradeço
Evoluo
Em seguida, fracasso
Me perdôo
Aceito
Recebo
Sorrio
Acolho
Acato
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Nada de calmaria
Num dia você se sente muito sozinho.
Mas, logo se apaixona loucamente por alguém que encontrou numa improvável quinta-feira.
Você nem estava pensando em ir naquela festa e estava longe de se sentir a pessoa mais interessante do lugar.
Apesar disso, ele estava ali te olhando a noite toda.
Você se casa.
Sente-se muito feliz e realizado por ter tido uma cerimônia de cinema.
Para completar, o seu amor estava lá te olhando atento como se nada mais existisse ao redor.
Tudo saiu muito melhor do que imaginou.
Vocês foram felizes, fizeram planos de terem filhos, montaram roteiros de viagens juntos e de repente, se olham e percebem que já não estão mais felizes.
Notam que não existe mais um casamento.
Se continuarem juntos irão se magoar profundamente.
Muitos não se separam, pois não estão dispostos a começar tudo de novo.
Outros criam coragem e se jogam em direção ao desconhecido.
Alguns protelam aquela situação até se verem diante de uma traição imperdoável e não resta outra alternativa a não ser romperem.
Você chora.
Acha que nunca mais vai encontrar alguém.
Se envolve com várias pessoas que não têm nada a ver com você.
Faz de tudo para funcionar com aquela pessoa que tem as características do seu roteiro.
Mas, não adianta.
Você se ilude.
Se engana.
É enganado.
Até se apaixonar por alguém que não está nem aí para você.
Perde a fé.
Desiste.
Mas, de repente encontra uma pessoa que reascende toda a sua esperança.
Alguém que se importa com o que você está sentindo.
E te faz descobrir que você não precisa decifrar código nenhum e que não fez nada errado antes.
As coisas simplesmente funcionam entre vocês.
As coisas acontecem.
Existem mil situações que têm tudo para fazer dar errado, mas tudo sempre dá certo.
Então, vocês viajam juntos, resolvem morar na mesma casa e planejam um filho.
Na carreira há o mesmo.
Você passa no primeiro vestibular.
Conclui a faculdade e arruma um estágio que irá abrir várias portas para a sua vida profissional.
Tem uma história bem sucedida.
Recebe várias promoções e atinge mais objetivos do que havia imaginado.
Um dia, você percebe que não combina com nada do que está ali.
Ao chegar naquele lugar onde muitos adorariam estar, você descobre que precisa recomeçar.
Troca o A pelo B.
Sai do norte para sul.
Muda da água para o vinho.
E tudo terá que ser construído novamente.
Você consegue e faz isso com tanta felicidade que nem entende como não havia pensado nisso antes.
Nós nos apegamos às histórias para adiar uma reestréia.
Os períodos de calmaria não existem.
São ilusões que criamos para não inaugurarmos o novo.
Mas, não tem jeito.
Sempre precisamos recomeçar.
A vida é repleta de novos inícios.
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